abril 01, 2012

Tu fazes-me boiar, mas eu não bóio

Quando eu cheguei ao fundo, estava escuro e não se via a luz do dia. Na verdade, quando eu cheguei ao fundo, eu não fazia ideia que tinha realmente chegado. Estava demasiado iludida em mentiras e boiando num mar de rosas. Mas quando eu percebi onde realmente estava, quando eu finalmente consegui abrir os olhos, fui invadida por um ardor amargo que corroeu tudo aquilo em que eu acreditava. Tornou todas as coisas bonitas em coisas pavorosas e medonhas e tudo aquilo me encantava, deixou de encantar. Com o tempo percebi que o fundo até nem é assim tão assustador quanto isso. É verdade que ele é escuro e que sempre que lá chegamos, somos sobreviventes de uma queda livre sem para-quedas, mas ele também é calmo. É bom para nós descansarmos um pouco, mas melhor ainda, é o único sitio onde conseguimos dar impulso para subir novamente. Eu já subi, já consigo ver outra vez a luz do dia. Mas estou tão preocupada em me manter à superfície, que já não relaxo e bóio de olhos fechados para o céu. Porque é esse o problema de quando alguém nos arrasta até ao fundo: perde-se a confiança; as coisas simples não nos vão encantar mais (ou devo dizer iludir?); as palavras vão parecer sair da boca para fora. E quando alguém gostar e preocupar-se realmente connosco, tudo o que nós imaginamos é o fundo, escuro e doloroso.


9 comentários:

sophie disse...

força<3

Aurora disse...

Adorei tanto amor e oh, obrigada de coração<3

cláudiagomes. disse...

adoro o novo design! Oh meu deus!

Ana Margarida disse...

Está lindo, lindo, lindo. Adorei.

sophie disse...

oh que bom saber isso! que booom!

cláudiagomes. disse...

tá quase igual ao teu ao igual. desculpaaa :s

Ana Margarida disse...

Vou fazer por isso, minha querida. Anda tudo tão complicado.

Ana Rita disse...

escreves tao bem !
sigo *

Aurora disse...

Preciso sempre, princesa <3

sorri sempre