setembro 19, 2011

Did I say "I love you" to you? Oh, i'm sorry!

Os pássaros -mais um vez- cantavam e esvoaçavam-se esbeltos no céu azul. Novos botões, guardavam preciosamente lindas rosas, que aguardavam pacientemente até ao momento certo. O sol não se via- pelo menos de onde eu estava- mas já se viam, os contornos pouco carregados da lua. O meu caderno, com um cheiro a mofo e páginas amarelas, estava pousado e o vento li a relia de trás para a frente, as páginas em branco e alguns gatafunhos atordoados. O lápis HB-2 na mão direita quase corria até ao velho papel, mas de nada valia, pois parava mesmo ali. No meu quarto soava Damien Rice. Já lá vai o tempo em que recorria a ele como forma de inspiração e exorcismo de palavras... Há mais de uma semana que sentia um aperto (aperto? detesto dar este nome ao meu sentimento), angústia (?!) (sim soa melhor). Continuando, sentia uma angústia, como se tivesse uma pedra pesada sobre mim. Que teria eu feito de mal? Que eu me lembre nada... Não, não é um peso na consciência  é algo que se localiza perto da consciência, talvez do lado direito do nosso peito, ou então do esquerdo... Não sei, realmente não sei, mas sei que quando inspiro dói e por vezes tenho de inspirar ainda mais fundo. O papel continuava vazio e apesar de o vento (tentar) levar as folhas do meu caderno, não levou a pedra que quase me mata, a cada nova respiração.


4 comentários:

Incógnita disse...

as palavras não são suficientes..por muitas que possamos escrever, a dor é a mesma e nada muda e por vezes isso tira-nos o ânimo..

Sara Martins disse...

És mesmo adorável <3

Inês Ferreira disse...

Gostei muito!

© hurricane disse...

que lindo!!